Filme Versos de um Crime - Crítica
Daniel Radcliffe cresceu sob os olhares de boa parte do planeta, já que personificou Harry Potter por toda a série de filmes com o jovem bruxo criado por J.K. Rowling. Por mais que o personagem tenha lhe dado fama e fortuna, não deve ter sido uma juventude fácil. As mudanças constantes de rotina devido ao necessário equilíbrio entre estudos e filmagens, a infância sempre agitada graças ao reconhecimento mundial e as rígidas regras de comportamento foram alguns entraves. Talvez por isso, Radcliffe tenha optado por um caminho tão arriscado após deixar Harry Potter. Sem investir em outros filmes de estilo parecido, ele fez longas de terror, estrelou peças em que aparecia completamente nu e aceitou a difícil tarefa de interpretar o poeta Allen Ginsberg em Versos de um Crime. Pode não ter conseguido (ainda) um novo sucesso de público, mas tem demonstrado coragem ao assumir papéis desafiadores que o tirem do lugar comum.
Lugar comum que também é o medo maior de Ginsberg, um jovem escritor carregado de culpa por deixar a casa dos pais rumo à universidade. Por mais que carregue consigo um receio imenso, Ginsberg encontra em seu novo local de estudos o ambiente ideal para se soltar, não apenas em seus textos mas também na relação com os pais e até mesmo pelo lado amoroso. O catalisador de tamanha mudança é Lucien Carr (Dane DeHaan, novamente muito bem em um personagem problemático), seu novo melhor amigo. “É nosso dever infringir a lei” passa a ser o mantra seguido por ambos, não apenas no sentido de confrontar o que é ensinado pelos professores mas especialmente no lado
Tendo como pano de fundo um triângulo amoroso inusitado, com uma boa dose de desejo reprimido, Versos de um Crime é um bom filme que mostra um pouco da juventude de escritores que se tornaram ícones da América pós-2ª Guerra Mundial, seja pelo espírito libertário que carregavam consigo ou pela própria quebra das regras do status quo de momento. A bela composição do elenco como um todo é um trunfo da produção, com destaque para uma irreconhecível Jennifer Jason Leigh e os bons trabalhos de Michael C. Hall e Ben Foster, sem falar nos protagonistas Daniel Radcliffe e Dane DeHaan, que são a alma do longa-metragem.
Lugar comum que também é o medo maior de Ginsberg, um jovem escritor carregado de culpa por deixar a casa dos pais rumo à universidade. Por mais que carregue consigo um receio imenso, Ginsberg encontra em seu novo local de estudos o ambiente ideal para se soltar, não apenas em seus textos mas também na relação com os pais e até mesmo pelo lado amoroso. O catalisador de tamanha mudança é Lucien Carr (Dane DeHaan, novamente muito bem em um personagem problemático), seu novo melhor amigo. “É nosso dever infringir a lei” passa a ser o mantra seguido por ambos, não apenas no sentido de confrontar o que é ensinado pelos professores mas especialmente no lado
Tendo como pano de fundo um triângulo amoroso inusitado, com uma boa dose de desejo reprimido, Versos de um Crime é um bom filme que mostra um pouco da juventude de escritores que se tornaram ícones da América pós-2ª Guerra Mundial, seja pelo espírito libertário que carregavam consigo ou pela própria quebra das regras do status quo de momento. A bela composição do elenco como um todo é um trunfo da produção, com destaque para uma irreconhecível Jennifer Jason Leigh e os bons trabalhos de Michael C. Hall e Ben Foster, sem falar nos protagonistas Daniel Radcliffe e Dane DeHaan, que são a alma do longa-metragem.

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